Festa típica italiana: comida e alegria

Há oito anos, Coqueiro Baixo reúne moradores do município e de cidades vizinhas num evento que já se tornou tradicional. O Filó de Integração, promovido pela Administração Municipal com apoio de suas secretarias e dos servidores públicos, vem, a cada ano, reunindo mais apreciadores da cultura italiana, da sua comida, bebida e costumes.
Na noite de quatro de agosto, mais uma vez o município recebeu centenas de pessoas, desta vez no Salão São José, já que o Centro Esportivo Municipal, palco dos filós anteriores, está em reforma.
A fórmula do evento do ao passado foi repetida, já que deu certo. Os participantes não precisaram levar um prato de comida, mas sim, pagar um ingresso para participar da festa. Toda a comida foi preparada pelos organizadores. Foi oferecido pão, cuca, rapadura, torresmo, salame, costela de porco assada, salsichão, sopa com pien, queijo, pão de milho, pinhão, amendoim, suspiro, polenta sapecada, aipim frito, batata doce assada, mortadela, morcilha, broa, bolo e vinho.
Além da comida, a festa contou com atrações no palco do Salão. Música e teatro animaram os presentes, sempre tendo a língua italiana como principal elemento.
 
 

Centro Artístico reabre suas portas para a cultura

 
Criado em cinco de outubro de 1965, o Centro Artístico e Cultural Bresciense está completando 52 anos. Idealizado por Fernando Alberto Macagnan, a entidade fez história na promoção da arte e da cultura no município.
Desde sua fundação, a entidade buscou promover a cultura artística através de diferentes manifestações. Sua primeira apresentação foi já no final do ano de fundação, com o melodrama “Traídos e Comédia”. Cabe salientar que todos os dramas e a grande maioria das comédias foram escritos por Arno Manfrói, o qual, inclusive, publicou diversos livros de poesia e romances. 
Com o passar do tempo, o Centro Artístico se preocupou, também com as projeções cinematográficas, alugando as máquinas da Paróquia de 36mm, adquirindo uma de 16mm e uma filmadora. Foram filmadas, com estes equipamentos, muitas festas de destaque em Nova Bréscia imagens guardadas até hoje pelos associados da entidade.
Segundo dados históricos, em 1976, com o auxílio do Estado, adquiriu um terreno no centro da cidade, onde iniciou a construção da sede própria, sendo que anteriormente, funcionava com sede provisória no Salão Paroquial. Esta sede foi, ao longo dos anos, melhorada e ampliada, sendo utilizada, atualmente, para diversas finalidades. Nela acontecem os encontros mensais dos Alcoólicos Anônimos, oferece espaço para a promoção de cursos e é usada pelo Ballet Folclórico Nova Bréscia Dança Show, que lá realiza seus ensaios e guarda seus cenários e figurinos.
Recentemente, o prédio do Centro Artístico ficou fechado por curto período. O fechamento foi motivado pela ausência de pagamento de aluguel das entidades que ocupam o local. Até dezembro de 2016, o prédio era alugado pela Administração Municipal, a qual não renovou o contrato devido a impedimentos legais.
Segundo o Presidente da entidade, Luís Carlos Giovanaz, mais conhecido por Dinho, a entidade precisa de uma fonte de renda, para poder manter o prédio, realizando reformas e melhorias. No entanto, salientou que não é de interesse da entidade fechar as portas para iniciativas positivas da comunidade, como o grupo dos Alcoólicos Anônimos e do Grupo Dança show.
Assim, apesar de ainda não estar recebendo aluguel pelo espaço, a entidade optou em liberar suas instalações para estas entidades, contribuindo para a promoção do bem-estar e da cultura do município.
Caso o Centro Artístico fechasse suas portas, o Grupo Dança Show ficaria sem um espaço adequado para promover seus ensaios e guardar seus materiais. No período em que não pôde usar a entidade, os ensaios do grupo aconteceram no ginásio da Escola Estadual Nova Bréscia, que gentilmente cedeu suas instalações para o grupo ensaiar.
Com a retomada do diálogo entre os grupos que utilizam o espaço, bem como contatos com a Administração Municipal, a diretoria do Centro Artístico liberou novamente suas instalações, cumprindo com seu papel, proposto desde a sua criação há 52 anos: promover a arte em Nova Bréscia.
 
 

Tal pai, tal filho!

Pais são nossos exemplos, aqueles que guiam nossos primeiros passos e orientam nossa caminhada. Alguns filhos, inclusive, seguem os passos dos pais, por admirarem suas escolhas e se identificarem com elas.
Para comemorar o Dia dos Pais, o Jornal Nova Bréscia entrevistou alguns pais e filhos que trabalham juntos ou tem interesses semelhantes. Estes são apenas alguns exemplos de “tal pai, tal filho”. Muitos outros existem na nossa sociedade. Desejamos que todos os pais recebam o carinho e o reconhecimento por seu empenho em educar e dar uma vida repleta de alegria para seus filhos.
 
Na produção rural, os filhos também estão seguindo os passos dos pais. As novas tecnologias e incentivos tem facilitado a decisão de jovens a permanecerem na atividade rural.
É o caso de Marcelo e Marciano Senter, 22 e 20 anos, que seguiram os passos do pai Marcos, 51, e estão dedicando-se à avicultura.
Marcos iniciou suas atividades na agricultura há cerca de 30 anos. Teve como exemplo o tio, Vitório Senter, que na época já trabalhava no ramo e a atividade mostrou-se uma alternativa para permanecer no interior.
Os filhos, Marcelo e Marciano, ainda crianças já ajudavam os pais. Com sete, oito anos de idade, já frequentavam os aviários, desde lá aprendendo e tomando gosto pela profissão. Assim, a escolha de seguir os passos do pai veio naturalmente. Eles decidiram dar continuidade ao investimento realizado pelo pai, de manter a família unida e por terem orgulho da profissão. Os irmãos afirmam que as novas tecnologias vieram para facilitar a produção, decisiva na permanência do interior.
No dia a dia, pai e filhos dividem as tarefas. 
- Como a gente já tem experiência na atividade, todos levantam a mesma hora e já sabem o que fazer, pois todos tem visão do trabalho – relata Marcelo.
Nas dificuldades, eles decidem juntos, entram em um acordo e trabalham para evoluir cada vez mais. São categóricos em afirmar que pai e filhos trabalharem juntos aproxima os três, procurando melhorar e crescer juntos.
 
 
 
 
Falar de Ângelo José Laste é lembrar de números. O Técnico em Contabilidade de 69 anos, atua na área contábil há 45 anos e é uma referência em correção e compromisso com seu trabalho. 
A arte do pai, influenciou na escolha da profissão da filha, Daniela Laste, 34 anos. Bacharel em Contabilidade, já atua na área há 19.
Eles sempre trabalharam juntos e no mesmo setor. Dani conta que desde pequena já gostava dos números e dizia que seria professora de matemática. Acredita que já inspirada no pai, que foi professor também. Quando ela começou a estudar à noite, no Ensino Médio, o pai a chamou pra trabalhar com ele. Ali já houve uma identificação, o que levou a filha a fazer Ciências Contábeis. 
Por ser uma área de atuação de grande responsabilidade, os dois contam que têm muita afinidade e seguem uma linha de pensamento baseada no que é correto e justo, o que  dificilmente provoca opiniões diferentes.  
- A escrituração contábil é um trabalho complexo e é necessário perfeição, as dúvidas são sanadas em conjunto para efetuar correções – esclarece Ângelo.
No dia a dia do trabalho, pai e filha quase sempre concordam em tudo. Consideram boa a sintonia no trabalho.
- A paciência do meu pai em me ensinar, o respeito, também facilita a troca de opiniões sobre os diversos assuntos, esclarecendo e melhorando o uso das técnicas e métodos no desempenho das funções contábeis.  O ruim de trabalhar junto é o fato de nem sempre conseguir se desligar. Às vezes falamos sobre trabalho em casa – conta Dani.
 
 
 
 
 
O tradicionalista Cacildo Albari da Rocha, 62 anos, policial militar aposentado, é conhecido no município e região pelo seu amor ao Rio Grande do Sul e suas tradições, especialmente a música. Este apego à cultura gaúcha, Cacildo passou para seus filhos, Eliane Dalpian da Rocha, 18 anos e Luís Felipe Dalpian da Rocha, 13 anos.
Cacildo, desde pequeno já gostava da música gauchesca. 
- Me criei no interior e fabricava um violão com cordas de linha de pescar, espichada em uma madeira e pregos, já que não tinha condições de ter um instrumento musical. Ali tentava tirar alguns sons e cantava – lembra Cacildo.
Durante sua vida, investiu na música criando quatro grupos musicais: Grupo Fogo de Chão, Grupo Chão Bresciense, Grupo Surungo de Galpão e o atual Grupo Garotos do Surungo, que possui dois CDs gravados. Tem ainda, 54 músicas de sua autoria, todas com melodias, sendo que uma está no CD do grupo e nove estão sendo gravadas por um artista de Arroio do Meio. 
Eliane e Luiz Felipe também familiarizaram-se com a música gaúcha desde cedo. Começaram a fazer aula de acordeon aos sete anos e continuam até hoje. O Luís Felipe, além da acordeon, também estuda técnica vocal em Roca Sales.
Em casa, um incentiva o outro, tocam e cantam juntos. Os filhos criam arranjos para as composições do pai. Eles afirmam que este gosto mútuo pela música aproxima pai e filhos.
- Não somente a música gaúcha, mas toda música aproxima pessoas, gera paz, amizade e disciplina – enfatiza Cacildo. 
 
 
 
 
 
 
Na família da Silva, a segurança está garantida. Há três gerações, a família tem Policiais Militares atuando. O mais recente policial é o filho, Tiago Martini da Silva, 26 anos, que seguiu os passos do pai, Jaime Garcia da Silva, que trabalhou por 31 anos na Brigada Militar.
Jaime entrou para Brigada Militar em 1983. Na época, surgiu a oportunidade de fazer o concurso da Brigada Militar, já que tinha um tio que trabalhava em Porto Alegre no Comando Geral. Jaime teve o exemplo de dois tios que já eram policiais e aderiu à profissão.
Tiago conta que ser policial como o pai, sempre foi um sonho de criança.
- Eu admirava a profissão que o meu pai exercia. Foi uma decisão pensada em longo prazo, um sonho que acabou se tornando realidade – disse Tiago.
Os dois chegaram a atuar juntos por muitas vezes, em atendimento de ocorrências e cursos ligados à profissão, durante os anos de 2009 até 2014, quando Jaime se aposentou.
Em casa, o assunto não poderia ser outro.  
- Falamos bastante, trocamos ideias, discutimos assuntos ligados à profissão, fatos que ocorrem e já ocorreram, uma troca de experiências – relata Tiago.
Apesar de cada um ter a sua forma de trabalhar, consideram a troca de experiência muito importante, pois na Brigada Militar nenhum dia é igual ao outro. Na família, todos apoiam a escolha de pai e filho, apesar de ser uma profissão arriscada.
- Todos se preocupam, pois existe o risco ao sair de casa e não saber se iremos voltar, a preocupação dos familiares é constante, principalmente quando envolve ocorrências de maior repercussão. Muitas vezes a família sente a falta de reconhecimento da sociedade, e passa por situações constrangedoras que entristecem a todos da família. Atualmente a preocupação tem aumentado, pois as ocorrências de repercussão são constantes – afirma Jaime. 
 
 
 
 
 
 

Filó Italiano e o compromisso com a valorização cultural do interior

Entre os descendentes de italianos, eram comuns as reuniões entre amigos, vizinhos e familiares em torno de um ambiente regado à degustação de comidas e bebidas típicas da época, os chamados Filós. Este costume dos imigrantes italianos tem sido pouco cultivado na atualidade, apesar da forte influência da cultura italiana na história do Município de Nova Bréscia. Pensando em resgatar esta importante característica dos nossos ancestrais, foi idealizado pela Administração Municipal mais uma edição dos tradicionais Filós Italianos de Integração. 
A edição deste ano foi realizada na noite da sexta-feira, 28 de julho, uma parceria inicialmente pensada pela Secretaria de Agricultura e que posteriormente, ao longo de seu planejamento, recebeu o apoio das demais Secretarias e respectivos Departamentos e da Emater, unidos pela organização do evento. 
Cerca de 700 pessoas lotaram o Ginásio Municipal de Esportes, local do evento, levando consigo um prato de comida para ser confraternizado entre os presentes, como manda a tradição do filó. Uma grande variedade de comida pôde ser degustada durante a noite, como grostoli, bolos, pão caseiro, pão integral, nata, doce de leite, rapadura, amendoim com casca, batata doce assada , salame, queijo e polenta brustolada.
A noite contou ainda com a participação das invernadas Juvenil e Xiru do CTG Paixão Cortes, que realizou a apresentação de algumas danças para o público. 
Além de resgatar a cultura italiana, o Filó foi uma forma da Administração Municipal festejar o Dia do Colono, comemorado no dia 25 de julho. A festa teve o objetivo de valorizar o trabalho do produtor rural, enaltecendo a importância do colono para a economia do município.
Os organizadores informaram que os alimentos não consumidos na noite foram doados às escolas municipais, fazendo deste um evento bom para todos. A Administração Municipal de Nova Bréscia agradece a participação de todos os que de alguma forma colaboraram para a concretização do evento, especialmente à comissão organizadora pela dedicação e empenho em cada detalhe, aos patrocinadores pelas doações realizadas, aos demais participantes pela confecção dos pratos, aos servidores pela importante colaboração durante a organização e demais programações, às autoridades presentes e ao público que compareceu na agradável noite de confraternização, resultando em um evento completo e de sucesso.
 
Soberanas Dainar, Camila e Jaíne com a Secretária da Agricultura, Elisabete
 
 
 
Funcionários do município e voluntários trabalharam no evento
 
Invernadas do CTG Paixão Cortes fizeram apresentação
 
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