Dia do Gaúcho festejado com desfile e reabertura do CTG Paixão Cortes

O lema do CTG Paixão Cortes “Gaúcho sempre gaúcho, em qualquer tempo e chão” combinou perfeitamente com o 20 de setembro deste ano. O dia chuvoso poderia ter espantado qualquer um, menos os gaúchos. Debaixo de chuva, os tradicionalistas do CTG Paixão Cortes percorreram as ruas do centro da cidade durante o tradicional Desfile Farroupilha. Crianças, jovens e adultos embarcaram nos caminhões ornamentados com motivos gauchescos e, liderados pelos cavaleiros, foram até o galpão do CTG, em Linha Borgueto, onde aconteceu a Missa Crioula.
Depois de sete meses de reformas, o CTG Paixão Cortes recebeu integrantes e visitantes para sua tradicional Festa Farroupilha. Depois da Missa Crioula e da churrasqueada ao meio-dia, todos puderam prestigiar as Invernadas Artísticas da entidade, que mostraram seu amor às tradições do Rio Grande do Sul através de suas danças.
A primeira a se apresentar foi a Invernada Pré-Mirim, formada por crianças de três a oito anos. A vontade de mostrar que são gaúchos superou qualquer dificuldade em executar os passos das danças, conquistando o público com sua coragem e carisma. Em seguida veio a Invernada Mirim, mostrando danças e sapateios mais elaborados, conquistados com anos de ensaios. A Invernada Juvenil mostrou porque já representou o CTG e o Município no Rio de Janeiro e em São Paulo, trazendo desenvoltura em suas coreografias. Para encerrar as apresentações, a Invernada Xiru trouxe a irreverência e a alegria dos mais experientes, não somente na dança, mas também na vida.
Em seguida, a equipe organizadora da 1ª Gincana Farroupilha Nico Fagundes, formada pelo CTG, Escola Nova Bréscia e 3º ano A1 da escola revelaram os vencedores em cada uma das três categorias participantes. Na categoria 1, para alunos do 2ª ao 5ª ano  do Ensino Fundamental, venceu o 5º ano A; na categoria 2, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, venceu o 7º ano B; na categoria 3, para alunos do Ensino Médio, venceu o 3º A2.
Para encerrar a tarde, a pista de dança foi liberada para os presentes aproveitarem o finalzinho do 20 de setembro com a boa e tradicional dança gauchesca.
 
 
 

Cavalgada Região dos Vales cumpre sua 16ª jornada

A 16ª Cavalgada Região dos Vales passou por Nova Bréscia no sábado, dia 12 de setembro. Antes de percorrer as ruas da cidade, os cavaleiros haviam descansado e almoçado em Linha Estefânia, vindos de Capitão.
Os cerca de 100 participantes foram recepcionados pelo Prefeito Gilnei Agostini em frente ao Centro Administrativo. No momento, houve ainda a fala da Presidente do Poder Legislativo de Nova Bréscia, vereadora Gabriela Laste, que participou da cavalgada. Ela afirmou o empenho do município para que encerramento da cavalgada no ano que vem seja feito em Nova Bréscia.
Em seguida, os cavaleiros rumaram para Coqueiro Baixo, onde passaram a noite. Na manhã de domingo, seguiram para Travesseiro, onde aconteceu a programação de encerramento da cavalgada deste ano.
A Cavalgada Região dos Vales iniciou ao meio-dia de nove de setembro, em São Valentim do Sul. Até seu encerramento, passou por Vespasiano Corrêa, Muçum, Roca Sales, Encantado, Capitão, Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, finalizando em Travesseiro.
 

Despedida de garçom bresciense movimenta bairro da capital do estado

Após 17 anos de trabalho no estabelecimento comercial, no Bairro Bom Fim, o bresciense Ildo Berté fecha a conta
Foi à base do grito - e de muito carinho -, que Ildo Berté (46), natural de Nova Bréscia, conquistou uma legião de admiradores durante os 17 anos em que trabalhou na Lancheria do Parque, no Bairro Bom Fim, em Porto Alegre. 
Se erguia a voz, era para informar o pedido dos clientes aos colegas do balcão. No atendimento, o sorriso no rosto, as brincadeiras e a atenção sempre foram suas marcas registradas. 
“Se a gente trata as pessoas com afetividade, independentemente da profissão, acaba se sobressaindo”, diz o garçom mais gente fina da cidade. Desde 31 de agosto, a “lanchera”, como é popularmente conhecida, não conta mais com os serviços de Ildo. 
O garçom pediu a conta e provou, por a + b, que tinha razão. Sua despedida - uma verdadeira quermesse - ocorreu no dia 30, em frente à Lancheria do Parque, na Avenida Osvaldo Aranha, e reuniu muita gente - muita mesmo -, conquistada com a afetividade da qual nunca abriu mão.
Mais de 3,3 mil pessoas confirmaram presença no evento do Facebook. Para organizar a muvuca, uma lista de coisas que os saudosos poderiam levar estava afixada no topo da página.
Entre os itens, salsichão com pão, carvão, espeto, mesas de praia para servir de bancada de corte, violão, instrumentos de percussão e até faixas de homenagem. A organização não se esqueceu de avisar a imprensa e nem de criar a hashtag para o Twitter: #ficaildo.
No dia da despedida, o garçom chegou para trabalhar às 11h30min, mas não conseguiu. Eram pedidos de fotos e abraços que não acabavam mais. A estrela do Bom Fim autografou até camiseta. “Eu disse: ‘tô me sentindo um astro de cinema’”, diverte-se. “Uma coisa assim nunca mais vai acontecer em Porto Alegre. Era muita gente, até com faixas de ‘Ildo, te amamos’. São coisas que emocionam”, conta, com a voz embargada.
 
Planos
O bresciense, agora, curte um pouco de sossego, na casa onde mora, em Viamão. Vai poder visitar a família, em Nova Bréscia, com mais frequência. Quer dar atenção para o filho, Anselmo (13), e para a esposa, Heloisa Helena Cruz (47). 
Mesmo com a rotina mais calma, Ildo não pretende ficar parado. Planeja fazer um curso sobre empreendimento e abrir um negócio na área da alimentação. “Com outro camarada, para ter qualidade de vida, não ficar preso”, explica. Um curso de inglês também está na lista de “coisas a fazer” do carismático garçom da Lancheria do Parque. “Entendo um pouco de tudo - italiano, alemão, inglês, espanhol -, mas quero ver se aprendo a falar inglês fluentemente.”
Do português, já sabe o suficiente para colocar em prática uma ideia nascida em 2007: colocar sua história em um livro. Para isso, conta com a parceria do escritor porto-alegrense Marcelo Benvenutti. “Algumas páginas já estão escritas, mas não tenho ideia de que nome vou dar ao livro”, conta Ildo.
 
Trajetória
Quando pequeno, em Nova Bréscia, Ildo ajudava no comércio do avô. Fez Magistério, trabalhou com teatro e chegou a concorrer a vereador, ficando como primeiro suplente. Em 1992, saiu do Vale do Taquari em direção à capital do Estado e atuou num restaurante no Centro porto-alegrense. Mais tarde, encontrou uma segunda família na Lancheria do Parque. 
Assim como outros estabelecimentos do Bom Fim - Ocidente, Bar João, Lola -, nos anos 1980 e 1990, a lancheria abrigava a boemia e a efervescência cultural de Porto Alegre. Foi lá que Ildo teve a oportunidade de atender a todos os tipos de clientes possíveis. “De mendigo a artista, tratava todo mundo igual.”
Conheceu atores, escritores, políticos, músicos. Aprendeu um pouco de vários idiomas e acompanhou o crescimento de diversas bandas. “Papas da Língua, a extinta Pata de Elefante, Comunidade Nin-Jitsu, Bidê ou Balde, Cartolas: sou amigo de toda essa galera. Vi crescer todo mundo. Vou fazer um churras na minha casa, um dia desses, e chamar esses caras.”
Entre os artistas gaúchos, o garçom destaca Borguetinho. “Ele representa o mundo todo. É o melhor sanfoneiro do mundo”, afirma. E quando dirige seu Corcel 73 - “que todo mundo diz que é azul, mas é verde” , Ildo ouve o repertório do maluco beleza, Raul Seixas.
Para cliente com dor de cabeça, ele dava remédio; na mesa do casal que se demorou demais - quase três horas - para tomar um suco -, deixou bilhete com indicação de hotel. Trazia as preferências dos frequentadores gravadas na memória. Sabia, por exemplo, que a administradora Raquel Gabbi Perurena (33) gosta de suco misto e sem açúcar. Sabia que ela nunca acompanhava os colegas da faculdade na ceva. Sabia até quando ela estava solteira ou tinha arranjado namorado.
“Ele era o mais carismático. Conhecia o que a gente costumava pedir. Era de uma simpatia e gentileza ímpares.”, elogia. Raquel, assim como tantos outros, sentirá falta de Ildo, mas torce para que ele empreenda pelo Bom Fim. “E que venha o Ildo Bar ou o Ildo Lanches”, espera.
 
Crédito da notícia: Cristiane Lautert Soares - O Informativo do Vale
 

Desfile de 7 de Setembro homenageia 50 anos de Nova Bréscia

Nova Bréscia comemorou a Independência do Brasil no domingo, seis de setembro, com um desfile temático organizado pela Secretaria de Educação.
A caminhada cívica deste ano teve como tema os 50 anos de Nova Bréscia. Entidades, escolas e comunidades trouxeram faixas e carros alegóricos retratando diferentes assuntos, desde o esporte, a educação e a religiosidade.
Durante a semana, alunos da rede municipal e estadual também prestaram homenagens à pátria através de apresentações no auditório do Centro Administrativo.
 
 
Linha Nossa Senhora do Rosário trouxe o tema religiosidade.
 
O CRAS apresentou seus projetos, que tem como foco de trabalho a família, fortalecer os vínculos familiares, promover a proteção social e desenvolver habilidades.
 
 
A EMEI Criança Feliz trouxe as crianças com seus brinquedos e fantasias, pois brincar, para a criança, é tão importante e sério como trabalho é para o adulto.
 
Nova Bréscia Dança Show trouxe a galeria de ex-prefeitos do município e a dança em homenagem a Pátria “Brasil Brasileiro”, apresentando os 26 Estados da União Federativa e o Distrito Federal.
 
As bandeiras foram trazidas pela Presidente do Poder Legislativo, Gabriela Laste, e pelas Soberanas Sabrine Bertol e Luiza Dalmoro.
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