Futebol jogado com as mãos ganha adeptos no município

Um novo esporte começou a ser praticado no município. Um grupo de amigos, no início do ano, está “jogando” futebol americano.
O grupo, formado pelos amigos Bruno De Maman, Rafael Puntel, Leonardo Rizzi, Diogo Meneghini, Nórton e Náubert Mezacasa, é fã do esporte há algum tempo. Bruno assiste ao Super Boll, maior evento esportivo dos Estados Unidos, desde 2012. Os irmãos Nórton e Náubert também assistem aos jogos desde 2013. A amizade entre os rapazes fez com que começassem a assistir aos jogos juntos, falar sobre os times, e, no início do ano, começar a praticar o esporte.
Eles dizem que não podem dizer que jogam, apenas brincam, fazem algumas jogadas, enfim, se divertem. Até porque, para formar um time completo de futebol americano, são necessários cerca de 30 atletas. Segundo os rapazes, o esporte chama a atenção porque é bastante democrático. Pessoas de diferentes biotipos podem praticar. Desde o mais gordinho, o magro, o alto ou o baixinho. 
- É um dos esportes mais inclusivos que conheço – afirma o estudante de Educação Física, Bruno De Maman. 
Para tornar mais emocionante as disputas, os guris escolheram times para torcer. Cada um escolheu um e torce nos jogos do campeonato norte-americano, promovido pela NFL – National Football League. No total, participam da liga 32 times, que geralmente levam o nome da cidade a que pertencem. Bruno torce para o New Orleans Saints; Nórton e Leonardo para o San Francisco 49ers; Náubert para o Baltimore Ravens; e Rafael para o Denver Broncos, campeão da última temporada.
O grupo também elogia a organização do esporte nos Estados Unidos. Segundo eles, o teto salarial dos times tem um teto máximo, sendo que cada time só pode gastar em salários este valor pré-estabelecido, o que ajuda a nivelar as equipes. Além disso, cada equipe tem treinadores específicos para cada setor do time e para cada posição. Há o Head Coach, que literalmente significa “técnico cabeça”, mas pode ser considerado o técnico geral do time. Depois dele há ainda o Coordenador ofensivo, que só treina o ataque da equipe, formado por 11 titulares, e o Coordenador defensivo, que trabalha só com a defesa, formada também por 11 titulares. Além destes 22 atletas, existem ainda os jogadores especialistas, responsáveis por apenas um fundamento do jogo. Como o brasileiro Cairo Santos, que joga na liga como Kicker, ou seja, o atleta que só entra no jogo para chutar a bola em determinadas jogadas.
Segundo o grupo, o esporte está ganhando novos adeptos no país e no estado. Inclusive, já estão programando a ida à final do Campeonato Gaúcho de Futebol Americano, que acontece no dia 18 de junho no Estádio Beira Rio. Este ano, o campeonato conta com a participação de 10 equipes, formada por atletas amadores, fãs no esporte.
 

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